Gravitação na Prova de Promoção por Mérito 2018

Mais uma questão resolvida da Prova de Promoção por Mérito. Esta eu também acertei. Vejam:

Nesta questão, usei a fórmula da Gravitação Universal e do peso:
Newton demonstrou que a força de atração gravitacional (F) entre dois corpos quaisquer, de massas M e m, separados por uma distância d é dada por: $$\begin{equation*}\large F = \frac{G.M.m}{d^2}\end{equation*}$$ onde G é a Constante Gravitacional Universal .  
Esta força corresponde também ao peso do corpo de massa m, que é dado por: $$\begin{equation*}\large P =m.g\end{equation*}$$Se igualarmos ambas as equações anteriores, obteremos:$$\begin{equation*} \large g = \frac{G.M}{d^2} \end{equation*}$$Na superfície de um dos planetas, de raio R, e massa M, a gravidade seria:$$\begin{equation*} \large g = \frac{G.M}{R^2} \end{equation*}$$Na superfície de outro planeta, de raio 2R, e massa 3M, a gravidade seria:$$\begin{equation*} \large g1 = \frac{G.3M}{(2R)^2} \end{equation*}$$$$\begin{equation*} \large g1 = \frac{G.3M}{4R^2} \end{equation*}$$$$\begin{equation*} \large g1 = \frac{3}{4}.g \end{equation*}$$$$\begin{equation*} \large g1 = 0,75.g \end{equation*}$$ Como é uma lei universal, a resposta correta é a alternativa (B).
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Questões de Mecânica da Prova de Promoção por Mérito 2018

Vou deixar aqui resolvidas mais duas questões que acertei na Prova de Física de Promoção por Mérito de 2018. Elas eram relativas a uma dada função horária da velocidade. Vejam: 

Escolhi resolver dessa forma, mas há outras soluções possíveis.
A derivada da função velocidade corresponde à função horária da aceleração. Derivei a função dada:$$\begin{equation*}\large v =-2.t^2 + t\end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large dv/dt =-4.t + 1\end{equation*}$$ Para t = 15 min = 1/4 h:$$\begin{equation*}\large dv/dt =a =-4.(1/4) + 1\end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large a =0 \end{equation*}$$ Se a aceleração é nula, podemos concluir da 2ª Lei de Newton (Fr = m.a) que a força resultante também é nula. A resposta da questão 39 é (D).

As duas raízes da equação quadrática que representa a função velocidade, cuja boca da parábola é para baixo, são: 
t=0; t = 1/2 s. Conclui-se que o ponto de máxima velocidade é atingido quando t = 1/4 s. O valor da velocidade máxima neste instante é de:$$\begin{equation*}\large v =-2.(1/4)^2 + 1/4\end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large v =-1/8 + 1/4\end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large v =1/8 km/h\end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large v =125m/h \end{equation*}$$ Das alternativas apresentadas na questão 40, a que mais se aproxima desta velocidade é a (E).
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Lei de Kepler na Prova de Promoção por Mérito 2018

Hoje, dia 27 de Dezembro é a data de nascimento de Johannes Kepler, importante astrônomo que revolucionou o modo de pensarmos sobre as órbitas dos planetas. Aproveito para deixar aqui resolvida mais uma questão que acertei na Prova por Mérito, realizada pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, sobre a 3ª Lei de Kepler. Essa foi relativamente fácil. Vejam:
A 3ª Lei de Kepler relaciona o raio médio (R) da elipse que representa a trajetória da translação, com o período (T) de translação (tempo que o planeta gasta para percorrer uma volta),  onde K é uma constante para todos os planetas (note que a relação independe das massas dos planetas). Representarei por X o período do planeta de raio 4R.
$$\begin{equation*}\large K = \frac{R^3} {T^2}\end{equation*}$$$$\begin{equation*} \large \frac{(4R)^3}{(X)^2} = \frac{R^3} {T^2}\end{equation*}$$$$\begin{equation*} \large \frac{64.R^3}{X^2} = \frac{R^3} {T^2}\end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large X = \sqrt{64T^2} \end{equation*}$$$$\begin{equation*}\large X = 8T \end{equation*}$$A resposta correta é a alternativa (E).
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Teoria da Relatividade em questão da Prova de Promoção por Mérito

Dia 18 de dezembro, tentei ganhar um aumento de 10% no meu salário através da Prova de Promoção por Mérito, realizada pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, e elaborada pela Vunesp, que constava de 20 questões sobre teorias da Educação e 20 questões de Física. Não estava muito fácil, pois algumas questões de Física tratavam de aspectos muito pormenorizados, de maneira que o candidato precisaria conhecer particularidades bem específicas de algumas Leis da Física. Eu precisaria tirar nota 7,0, acertando 28 questões, mas infelizmente só consegui acertar 25. Uma das Questões de Física, que tratava de uma fórmula da Teoria da Relatividade, e que consegui acertar, foi essa:
Vou resolvê-la aqui para quem quiser entender. Pela Teoria da Relatividade, se uma nave hipotética levando pessoas estivesse muito rápida, próxima à velocidade da luz, o tempo passaria mais lentamente para estas pessoas do que para quem estivesse aqui na Terra, ou em outras palavras, as pessoas da nave envelheceriam menos do que quem ficasse aqui no nosso planeta. A fórmula que relaciona estes dois tempos é:$$\begin{equation*}\large t = T. \sqrt{1- \frac{(v)^2}{c^2}} \end{equation*}$$t seria o tempo para quem estivesse na nave, que é menor, e T seria o tempo para quem ficasse aqui na Terra, que é maior.
Consegui lembrar-me dessa fórmula na hora da prova, e com alguns cálculos cheguei à resposta. Vejam:
É informado que a velocidade da nave é 60% da velocidade da luz, e t = 1 ano, então temos:$$\begin{equation*}\large v = 0,6.c\end{equation*}$$
$$\begin{equation*}\large t = 1,0\end{equation*}$$Substituindo na fórmula:
$$\begin{equation*}\large 1,0 = T. \sqrt{1- \frac{(0,6c)^2}{c^2}} \end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large 1,0 = T. \sqrt{1- \frac{0,36 c^2}{c^2}} \end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large 1,0 = T. \sqrt{1- 0,36} \end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large 1,0 = T. \sqrt{0,64} \end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large 1,0 = T.0,8\end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large T = \frac{1,0}{0,8}\end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large T =1,25 \end{equation*}$$
1,25 anos corresponde a um ano e um quarto de ano (3 meses), portanto a resposta correta é a alternativa (E).
Fontes:
Tópicos de Física Moderna - Dulcídio Braz Júnior
http://pt.wikipedia.org/wiki/Relatividade_Restrita
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O cérebro e a Física

Aprender Física não só torna você mais inteligente, mas também ativa novas áreas do cérebro.
Um estudo da Universidade de Drexel descobriu que partes do cérebro não associadas à ciência da aprendizagem tornam-se ativas quando as pessoas tentam resolver problemas de Física.
Os pesquisadores usaram Ressonância Magnética Funcional para medir o fluxo sanguíneo no cérebro, enquanto os participantes completavam uma tarefa de raciocínio de Física. Eles examinaram os dados antes e depois do curso.
Um estudo da Universidade de Drexel descobriu que partes do cérebro não associadas à ciência da aprendizagem tornam-se ativas quando as pessoas tentam resolver problemas de Física.
"Os processos neurobiológicos que sustentam a aprendizagem são complexos e nem sempre estão diretamente ligados ao que pensamos o que significa aprender", disse Eric Brewe, professor associado da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Drexel.
Aproximadamente 50 estudantes voluntários participaram do estudo.
Eles frequentaram um curso de Física que utilizou "Instrução de Modelagem", um estilo de ensino que incentiva os alunos a serem participantes ativos em seu aprendizado.

Antes, os voluntários responderam a perguntas do Force Concept Inventory, um teste que avalia o conhecimento de Física no nível inicial da faculdade. Os alunos foram submetidos a ressonância magnética durante o teste. Depois da aula, eles novamente fizeram o teste enquanto estavam sob ressonância.
Antes da aula, os exames revelaram que as partes do cérebro associadas à atenção, à memória de trabalho e à resolução de problemas - o córtex pré-frontal lateral e o córtex parietal - mostraram atividade.
Após a aula, os exames revelaram atividade aumentada nos pólos frontais que estão ligados ao aprendizado, e pouca atividade no córtex cingulado posterior, que controla a memória episódica e o pensamento auto-referencial.
Os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para medir o fluxo sanguíneo no cérebro quando os participantes completavam uma tarefa de raciocínio de Física.

Os pesquisadores dizem que isso mostra que a atividade do cérebro pode ser modificada por diferentes formas de instrução.
"Essas mudanças na atividade cerebral podem estar relacionadas a mudanças comportamentais mais complexas na forma como os alunos raciocinam através de questões de Física pós-relativas à pré-instrução", Brewe e seus co-autores escreveram sobre o estudo.
"Isso pode incluir mudanças na estratégia ou um aumento no acesso ao conhecimento de Física e recursos de solução de problemas."


O que é Ressonância Magnética Funcional?
A ressonância magnética funcional é uma das formas de neuroimagem mais desenvolvida recentemente. Mede as alterações metabólicas que ocorrem no cérebro, como alterações no fluxo sanguíneo.
Profissionais médicos podem usar ressonância magnética funcional para detectar anormalidades no cérebro que não podem ser encontradas com outras técnicas de imagem, medir os efeitos do AVC ou doença ou orientar o tratamento cerebral.
Também pode ser usado para examinar a anatomia do cérebro e determinar quais partes do cérebro estão lidando com funções críticas.
Uma ressonância magnética usa um campo magnético em vez de raios-X para tirar fotos do corpo.
O scanner de ressonância magnética é uma máquina oca com um tubo que passa horizontalmente pelo seu meio.
Você deita em uma cama que desliza no tubo do scanner.


Um objetivo do estudo é entender como a forma de ensino é usada e como ela encoraja os alunos a entender novos conceitos.

"A Física é realmente um bom lugar para entender o aprendizado por dois motivos", disse Brewe.
"Primeiro, ela trata de coisas com as quais as pessoas têm experiência direta, tornando o aprendizado formal em sala de aula e a compreensão informal relevantes, às vezes alinhados, e às vezes contrastados".

"Segundo, a Física é baseada em leis, então existem absolutos que governam a maneira como o corpo funciona".

(Este artigo é uma tradução do artigo original publicado em inglês assinado por MOLLIE CAHILLAN no Mail Online. Link:
http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-5772601/The-brain-physics-Study-finds-learning-subject-activates-regions-not-associated-science.html )
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Que destino dar às cápsulas descartáveis nas máquinas de café expresso?


No final de 2017 decidi comprar uma máquina elétrica (foto) que prepara deliciosos cafezinhos expressos de maneira muito prática. Tudo está funcionando bem até agora, após dois meses de uso, mas o modo que estávamos descartando no lixo as cápsulas de plástico cheias de pó de café usado estava me incomodando.

O mecanismo de funcionamento da máquina é simples. Uma certa quantidade de água é colocada em um reservatório, aquecida através de uma resistência elétrica, e injetada dentro de uma pequena cápsula descartável, previamente inserida e travada dentro de uma abertura no topo da máquina (foto). A cápsula de plástico, contendo o pó de café, vem inicialmente lacrada por um selo de alumínio. No momento de seu travamento, o próprio bico injetor perfura o selo, e depois a água quente entra na cápsula à alta pressão. No interior desta cápsula, há duas peneirinhas de plástico que funcionam como filtros, agindo de forma análoga aos coadores de pano ou de papel (fotos).
    
Reciclagem
No condomínio de prédios onde moro há opção para se fazer a separação entre o lixo reciclável (papéis, plásticos, vidros, e metais) e o lixo orgânico. Eu, minha esposa e minha filha procuramos sempre aplicar esta seleção. Acontece que estávamos descartando as cápsulas da máquina de café, após serem usadas, no cesto de lixo orgânico, o que de certa forma me incomodava.

Sempre costumo ressaltar nas minhas aulas a importância de começarmos a pensar seriamente sobre o nosso lixo produzido, e das graves e negativas consequências ecológicas que o descarte incorreto pode trazer, mais cedo ou mais tarde. O lixão da cidade onde moro, Piracicaba, por exemplo, já esgotou a sua capacidade há muito tempo, e dessa forma, todo o lixo tem que ser transportado atualmente até um aterro particular na cidade de Paulínia, a aproximadamente 60 km de nossa cidade.
Fiquei sabendo também, através de uma reportagem na TV, que o lixão do Distrito Federal (foto), considerado o maior da América Latina, contendo todo tipo de lixo, formando uma camada de até 6 metros de profundidade abaixo da superfície soterrada, também está sendo fechado. A reportagem trazia um depoimento de uma ambientalista falando sobre o alto gasto de tempo e dinheiro que seria necessário para tentar agora descontaminar a área.
Maior lixão a céu aberto da América Latina, o Lixão do Distrito Federal.


Ecochato
Algumas pessoas, de uma forma geral, parecem não se importar muito quando converso sobre a necessidade de separarmos o lixo reciclável. Muitas justificam o fato de não reciclarem, dizendo que nos locais onde moram não há coleta seletiva, e portanto não haveria sentido em separar os diversos tipos de lixo, já que de qualquer forma eles seriam misturados no caminhão. Eu entendo, e penso que deveríamos começar a cobrar políticas públicas que melhorem este quadro, mas também não quero parecer como alguns chamam, um ecochato, apontando a todo momento atitudes e comportamentos que cada um poderia adotar para ajudar a minimizar os danos causados ao meio ambiente.

No caso das cápsulas usadas, percebi que é fácil rasgar e retirar o selo de alumínio, e desta forma o pó de café já utilizado também sai facilmente, lavando com água. Fazendo assim, as partes de plástico, o invólucro da cápsula e as peneirinhas (foto)  podem ser separadas e descartadas nos recicláveis.    
Cápsulas usadas e as peneirinhas lavadas e  prontas para serem descartadas no lixo reciclável.





Muitos podem achar que estou exagerando, e que esta prática teria uma contribuição mínima na causa, mas mesmo assim eu continuarei achando que qualquer atitude na direção de tentarmos melhorar o nosso planeta é válida, por menor que ela possa parecer. Ouço dizer que a questão do lixo é acima de tudo de educação do povo. Então não vejo sentido em ensinar uma coisa para os alunos, sem que eu mesmo não as pratique no dia-a-dia.

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Um método simples para determinar o diâmetro do Sol

Durante estes 28 anos dando aulas de Física, infelizmente tenho notado que esta disciplina têm sido constantemente escolhida pelos alunos como uma das mais desinteressantes do currículo, devido à forma como é ensinada há décadas, visando em muitos casos quase que exclusivamente o preparo para os exames vestibulares. Eu penso que os assuntos deveriam ser mais contextualizados, através de práticas experimentais, para que os alunos não ficassem com a impressão de que ela se resume a um amontoado de fórmulas desconectadas de um sentido prático evidente.

Determinando o diâmetro do Sol
Uma prática simples de ser realizada na parte de Óptica Geométrica consiste na utilização de um papelão com um pequeno furinho que permite projetar a imagem do Sol em um anteparo. Através da medida do diâmetro da imagem, da distância entre a imagem e o papelão, e conhecendo-se a distância Sol-Terra, é possível determinar o diâmetro do Sol. Realizei esta atividade com os alunos das 2ªs séries do Ensino Médio na escola em que dou aulas. Vejam:



O mais importante é que eles entenderam facilmente uma aplicação prática da Câmara Escura de Orifício, assunto que eu já expliquei aqui em um post deste meu blog.
No caso da determinação do diâmetro do Sol, temos a seguinte situação:
Projeção da imagem do Sol, usando um papelão com um furinho e um anteparo.

O valor de a, correspondente à distância média entre o Sol e a Terra eu informo para eles, que é de 150.000.000 km. O que eles devem medir é o diâmetro da imagem do Sol (i) e a distância entre o anteparo e o orifício (b).
Os dados de dois grupos foram anotados por mim na lousa:

Estabelecendo-se uma relação métrica entre dois triângulos semelhantes da figura, temos:
$$\begin{equation*}\large\frac{o}{a} =\frac{i}{b}\end{equation*}$$ Então:$$\begin{equation*}\large\ {o}=\frac{i.a}{b}\end{equation*}$$
Usando os dados do grupo da direita da lousa, temos:
$$\begin{equation*}\large\ {o}=\frac{9.10^{-6}.1,5.10^{8}}{10^{-3}}\end{equation*}$$ $$\begin{equation*}\large\ {o}=1,35. 10^{6} km\end{equation*}$$ O diâmetro real do Sol é:
$$\begin{equation*}\large\ {o}=1,39. 10^{6} km\end{equation*}$$Nota-se que este grupo de alunos obteve, mesmo com um método relativamente simples, um valor bem próximo do real. 
Recentemente postei aqui sobre o eclipse total do Sol, que ocorrerá dia 21 de agosto. É mesmo uma coincidência incrível que, tendo a Lua um diâmetro 400 vezes menor do que o Sol, apresente para nós um tamanho aparente, que coincide exatamente com o diâmetro de nosso astro rei.

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Eclipse Total do Sol: muita sorte de quem puder ver

Aqueles que acompanham as notícias sobre astronomia já devem estar sabendo do eclipse total do Sol que ocorrerá no dia 21 de agosto próximo. Ao preparar uma aula para meus alunos sobre o assunto, fui ao Youtube, a fim de escolher um bom vídeo que me ajudasse. O melhor que encontrei estava narrado em inglês, mas mesmo assim resolvi baixá-lo, pois achei muito bem produzido, mostrando algumas animações, imagens e explicações bem simples e didáticas, as quais infelizmente não encontrei em nenhum outro narrado em português. Durante a aula, projetei-o na parede do laboratório, e fui pausando o vídeo em alguns pontos importantes, explicando aos alunos por que este fenômeno é tão raro. O título do vídeo é "Why a total solar eclipse is such a big deal", que em uma tradução literal seria: "Por que um eclipse solar total é um grande negócio". 

Mas por que as pessoas que tiverem a oportunidade de ver o fenômeno podem ser consideradas privilegiadas?
Porque elas terão a sorte de presenciar um acontecimento astronômico raro, estando no local certo e na hora exata, contando também com a sorte de que naquele dia o tempo não esteja nublado e o céu não esteja encoberto por algum motivo no instante em que a Lua cobrir totalmente o Sol.
Vamos entender primeiramente os tipos de eclipse solar. Usarei aqui alguns prints do vídeo:
Tipos de eclipses do sol: o Parcial, que poderá ser visto dia 21 em alguns estados do Norte e Nordeste do Brasil, o Anular, quando o tamanho aparente da Lua não coincide com o do Sol (não é este tipo que ocorrerá dia 21), e o Total. 









A órbita da Lua em torno da Terra dura em torno de 29,5 dias, e não é exatamente um círculo, mas sim uma elipse. Isto quer dizer que às vezes, a Lua está um pouquinho mais perto da Terra, e às vezes, um pouquinho mais longe. Dia 21 ela estará mais próxima, e apesar de nosso satélite natural ser 400 vezes menor que o Sol, por uma incrível coincidência da Natureza, apresentará para nós, neste dia, o mesmo tamanho aparente do Sol, que como sabemos está muito mais distante.
Momento em que a Lua se encontra um pouco mais distante da Terra. Nesta situação pode ocorrer um eclipse anular. 

Momento em que a Lua se encontra um pouco mais próxima da Terra. Nesta situação pode ocorrer um eclipse total
Mas há um outro fato que torna todos os tipos de eclipses não muito comuns. O plano de órbita da Terra em torno do Sol não coincide com o plano de órbita da Lua em torno da Terra. Se os planos fossem coincidentes, haveria um eclipse do Sol e um eclipse da Lua a cada mês. Na verdade, estes dois planos formam um ângulo de 5,1º e desta forma, nem sempre a sombra da Lua estará projetada sobre a Terra. Daí o principal fato de os eclipses serem um tanto raros. Veja na figura:
Cones de sombra da Lua e da Terra. O plano de órbita da Terra em torno do Sol está na horizontal, e o plano de órbita da Lua em torno da Terra (linha branca) está inclinado de 5,1º. Nesta situação não ocorre o eclipse. 








Há somente uma linha na Terra em que as pessoas poderão observar o eclipse total, do dia 21 de agosto. Esta linha percorrerá o território dos EUA, e ela está representada no mapa a seguir. Neste mapa estão também representadas as trajetórias das linhas dos eclipses totais do Sol que ocorrerão neste século.
Linhas dos locais de onde poderão ser observados eclipses totais do Sol. O mais próximo de nós será em 2019, na região do Chile e Argentina.  

Aos que estiverem no próximo dia 21 no Nordeste ou Norte do Brasil, e quiserem observar o eclipse parcial, desejo que o dia não esteja nublado, mas atenção! Há maneiras não indicadas para se fazer esta observação, como por exemplo, usar chapas de raio-X, que não protegem a nossa retina dos raios ultravioletas. A maneira mais indicada penso que seja usando vidros de solda, que são bem baratinhos pra se comprar. Indico o vídeo a seguir para quem quiser entender um pouco melhor. E coloquei também na sequência, o vídeo do qual retirei as imagens deste post. 
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Quem os carros autônomos deveriam escolher salvar ou matar em caso de decisões extremas?

Há uns 8 meses fiquei sabendo da história do americano Joshua Brown que postou um vídeo no Youtube, mostrando como o seu carro Tesla ModelS evitou uma batida com um caminhão que imprudentemente fechou a sua frente. Este tipo de carro possui sensores que permitem que ele se movimente autonomamente, e neste caso o sistema teria feito com que ele freasse e desviasse do caminhão. Veja o vídeo:

Infelizmente, um mês depois, Joshua sofreu um acidente fatal, tendo seu carro entrado debaixo de uma carreta. Supõem-se que ele não estivesse com as mãos no volante, e que os sensores de freio também tenham falhado. Veja como o carro ficou:












Agora estão se intensificando debates sobre até que ponto poderíamos confiar suficientemente em um carro totalmente autônomo. Além disso, outras questões muito pertinentes têm sido colocadas a respeito de qual decisão seria mais adequada no caso de o carro ter que escolher entre uma colisão com um grupo de pedestres a sua frente, salvando o motorista, ou optando por salvar preferencialmente os pedestres.
Um estudo feito pela Escola de Economia de Toulouse mostrou que mais de 75% dos inquiridos preferiram o auto-sacrifício do motorista se fosse para salvar um grupo de 10 pedestres, e cerca de 50% apoiaram o auto-sacrifício se fosse para salvar apenas um pedestre. No entanto, os entrevistados de fato não acham que os carros reais acabem sendo programados dessa maneira, e que o veículo provavelmente tentaria salvar o motorista a qualquer preço.
Uma versão da pesquisa questionou sobre a quantidade de pessoas que seriam mortas (entre 1 e 10) se o carro tivesse que escolher entre sacrificar o motorista ou os pedestres. Em outra versão testou-se como as pessoas programariam os carros, sacrificando sempre o motorista, ou protegendo-o, e também aleatoriamente, avaliando-se a moralidade em cada caso. 
Os pesquisadores informaram que os entrevistados geralmente eram receptivos aos carros autônomos que optassem tomar decisões que priorizassem salvar uma maior quantidade de pessoas. Isto é conhecido na filosofia como utilitarismo. No entanto, eles prevêem que será difícil estabelecer regulamentos, quando questionarmos se o público apoiaria uma lei que exigisse que esses carros sacrificassem os seus passageiros em determinadas circunstâncias.
Esta é uma questão que sem dúvida irá afligir a indústria automobilística autônoma. Já está comprovado que os carros autônomos podem reduzir as mortes no trânsito em até 90%, mas no campo da ética, o que acontece aos outros 10% é uma questão que ainda deverá ser muito debatida.

Fontes:
http://www.popsci.com/who-will-driverless-cars-decide-to-killcon=TrueAnthem&dom=fb&src=SOC&utm_campaign=&utm_content=584eb597b8a9fe00073926fa&utm_medium=&utm_source=
http://g1.globo.com/carros/noticia/2016/07/divulgadas-imagens-de-carro-da-tesla-apos-acidente-fatal-nos-eua.html
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Que outros locais além de Marte deveriam ser visitados pelo Transportador Interplanetário de Elon Musk?

Elon Musk há muito tempo sonha em construir o Mars Colonial Transporter (figura) - uma espaçonave enorme capaz de transportar 100 pessoas ou 100 toneladas de carga para Marte. O cargueiro é parte integrante do plano de sua companhia  SpaceX de espalhar a humanidade para um novo planeta.
Mas por que parar em Marte, se Musk anunciou que a nave hipotética poderia ser capaz de viajar além? O que mais há lá fora para a humanidade além de Marte?
Ainda não temos muitos detalhes sobre o sistema de transporte interplanetário ou quais outros destinos estão dentro da capacidade do veículo, mas a ideia fez com que a equipe da Popular Science especulasse sobre onde mais poderíamos viajar com ele.
Além de Marte, o sistema solar apresenta outros lugares que podem ser hospitaleiros para a vida humana - ou pelo menos um pouco menos mortais do que outros:

1)Vênus
A atmosfera superior de Vênus, por exemplo, pode não ser tão sufocante e quente para um assentamento humano. E uma cidade flutuante acima das nuvens teria algumas incríveis e belas vistas. Veja uma ilustração de como seria, nesta imagem simulada produzida pela NASA:
Simulação de uma colônia em Vênus, usando balões infláveis. 







2) Titã 
Com uma atmosfera predominantemente composta de nitrogênio e uma pressão superficial semelhante à da Terra, a lua de Saturno, Titã, poderia ser um abrigo interessante para a humanidade. Titã pode ter água abaixo de sua superfície, e talvez a amônia que chove do céu ajudasse a manter nosso acampamento sempre bem limpo. Só teríamos que ter cuidado para não acender um fósforo perto dos lagos de metano líquido.
Lagos de metano líquido em Titã. Inflamáveis na presença de oxigênio.  


3) Lua e Calisto
Outros destinos, como a nossa lua e a lua Calisto de Júpiter (foto), poderiam ser abundantes fontes de gelo de água.
Isso é importante não só para fornecer água potável para qualquer colono em potencial, mas também porque a água pode ser separada em hidrogênio e oxigênio. Oxigênio, obviamente, é bom para respirar, mas o hidrogênio e o oxigênio juntos também produzem combustível de foguetes, então quaisquer colônias instaladas nesses mundos de água podem se tornar postos de combustíveis para a exploração do sistema solar.

Mas o que seria superior a Marte?
Elon Musk é um homem com grandes ambições. Depois que ele (presumivelmente) conseguir enviar os primeiros seres humanos a Marte, a menos que ele se aposente até lá, provavelmente precisará de alguns outros objetivos mais elevados a buscar. Podemos pensar em pelo menos dois deles:

1. Procura por vida extraterrestre em Europa.
Esta não seria uma tarefa fácil, considerando que o oceano potencialmente vital da lua de Júpiter está enterrado abaixo de 100 km de gelo. Perfurar através de toda esta camada seria um grande trabalho para um robô, mas talvez se Musk enviasse uma equipe de perfuradores lá, no estilo Armagedon, poderíamos finalmente responder à pergunta: "Existe vida alienígena em Europa?"
Esta lua (foto), bombardeada por radiação, não seria um lugar hospitaleiro para uma equipe humana, mas as profundas implicações de encontrar ou não vida em outro mundo fariam valer a pena tentar uma aterrissagem por lá.


2. Levar-nos para outro sistema estelar.
Uma viagem interestelar já seria pedir muito por enquanto da nave espacial, mas uma vez que estamos especulando sobre os destinos hipotéticos de um veículo hipotético, por que não considerarmos isso também.
A SpaceX está planejando lançar o transportador interplanetário em 2022, em seguida, enviá-lo para Marte com passageiros humanos em 2024. Esse cronograma, como em outros vôos espaciais, provavelmente vai revelar-se excessivamente ambicioso e sujeito a atrasos, mas vamos esperar para quem sabe descobrir mais sobre a nave espacial, nas próximas revelações do visionário Elon Musk. Segundo suas palavras:

Fonte
Este artigo é uma tradução e adaptação do artigo original da Popular Science:
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