Um lado escuro do inventor da lâmpada

A história nos revela que alguns personagens, aos quais se dá grande destaque e importância por terem de fato contribuído para melhorar a qualidade de vida das pessoas, chegaram a praticar, em nome da ganância, ações que podemos hoje classificar como um tanto desumanas. É o caso do inventor da lâmpada incandescente, Thomas Edison.

Em determinada época, em torno de 1890, desenrolou-se um episódio que ficou conhecido como a Guerra das Correntes, em que de um lado estava Edison, defendendo o uso da corrente contínua, e do outro lado, o empresário americano Westinghouse, apoiado pelo gênio Nikola Tesla, defendendo o uso da corrente alternada. Havia muito interesse econômico nesta disputa, pois nela estava em jogo o controle do sistema elétrico dos EUA.
Em dado momento, Edison, para mostrar os perigos das altas voltagens, que são necessárias no caso da corrente alternada, começou a realizar diversas demonstrações que serviriam de propaganda negativa a este tipo de corrente. Uma destas práticas consistia em eletrocutar animais, como cães e gatos, em seus laboratórios.

Nesta mesma época viveu uma elefanta chamada Topsy, que tinha sido até então uma das principais atrações do circo Luna Park, de Coney Island, mas que em alguns momentos de fúria havia causado a morte de três homens, um deles um cuidador - se é que podemos classificá-lo assim - bêbado, que dava a ela cigarros acesos para comer.
Os proprietários do circo decidiram então que Topsy deveria ser sacrificada.

Neste momento, a companhia Edison viu uma excelente oportunidade para mostrar publicamente os perigos do uso de altas voltagens.  E então, com o apoio (não se sabe a que preço) das sociedades protetoras dos animais daquela época, que julgaram que a elefanta sofreria menos morrendo eletrocutada, Thomas Edison aproveitou para realizar a demonstração. Afinal, pensariam as pessoas, se aquelas altíssimas voltagens podiam matar até mesmo uma elefanta, o que não fariam com um ser humano?

Edison enviou então seus técnicos que colocaram Topsy sobre uma plataforma metálica e passaram diversos eletrodos através de sua cabeça e de seu corpo. Mais de 1.500 pessoas se juntaram em Coney Island para presenciarem a execução, e o próprio Edison decidiu filmar toda a ação com uma câmera de sua invenção. O filme foi divulgado com grande sucesso, com o título: ”Electrocuting an elephant”, toda uma demonstração dos inconvenientes da corrente alternada. 
Assista: Na maioria das vezes em que Edison é apresentado aos alunos, e eu tenho um livro de Física em que a página inicial de um dos capítulos sobre eletricidade mostra uma foto dele ao lado de uma grande lâmpada (foto no topo do post), fica-se apenas com a imagem heroica do empresário e inventor, mas depois que conheci essas estratégias que ele usava para tentar se promover, tenho agora comigo uma imagem bem menos nobre deste cidadão.
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24 comentários:

  1. Olá, Jairo!!!!

    Muitos inventores do passado, como... Santos Dumont, tinham até pesadelos ou até deixavam de fabricar engenhocas quando percebiam que as tais seriam empregadas para a destruição!!!! O Thomas, porém, fez o contrário disso e foi capaz de mostrar como se empregar a eletricidade com corrente alternada, um bem para a humanidade, fazendo uso de forma errada!!!!
    É triste saber saber dessas desumanidades do Thomas Edison e principalmente, a maior delas, do tamanho de um elefante, quando matou um desses animais!!!!
    Mas, some-se a isso, também certos "roubos" de invenções de vários inventores que o procuravam para que ele os ajudassem na obtenção patentes e/ou industrialização e ele então, patenteava o tal artefato para si, como mentor intelectual do invento na maior cara-de-pau!!!! Foi o inventor, até hoje, com o maior número de registro de patentes de inventos da história, mas nem todas elas foram de fato, produtos de sua verve inventiva!!!!

    Um abraço!!!!!

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    1. Olá, professor Valdir.
      Sim. Eu já tinha ouvido falar também deste "modus operandi" do Sr. Edison, a respeito do roubo de boas ideias de inventores menos conhecidos para patenteá-las em seu nome. Definitivamente, um oportunista, e cidadão de caráter questionável.
      Mas vejam como são as coisas: Nikola Tesla, um gênio que sabia muita física, ao contrário de Thomas, e que foi o propositor da corrente alternada, que é a que venceu a Guerra das Correntes, havia sido empregado de Edison, quando mais jovem, e saiu da Companhia porque o chefe tinha prometido um prêmio em dinheiro para ele e que depois não deu.

      Edison teria dito mais tarde que se arrependeu amargamente de não ter segurado o ex-empregado. Melhor para Tesla, caso contrário, seria um eterno explorado, e não tenho dúvidas de que Edison, se tivesse a oportunidade, também roubaria a ideia da corrente alternada, patenteando em seu nome e ganhando muito dinheiro, além dos louros da fama.

      Por falar nesta coisa de patentes, você sabia que a invenção do rádio, que temos como sendo de Guglielmo Marconi, foi mais tarde creditada pelos EUA a Nikola Tesla, pelo fato de Marconi ter usado na famosa primeira transmissão de rádio cruzando o Oceano Atlântico, nada mais, nada menos do que 17 instrumentos, dispositivos, mecanismos e aparelhos patenteados por Tesla?

      Não foi atoa, professor, que eu escolhi o cidadão Tesla entre aqueles que fariam parte dos meus favoritos para homenagear no topo da página principal do INFRAVERMELHO.

      Abraço

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  2. Olá, Jairo!!!!

    Concordo plenamente com o que falou sobre Tesla!!!! Caso ele tivesse ficado ali... o "bicho" o teria devorado e/ou tivesse sofrido um "acidente" de trabalho, com uma possível... não execução de uma certa elefanta, tempos mais tarde, hein???? Sei não!!!!

    Esses... "americanus" nessa de... demonstrarem que eles são os mais inteligentes e/ou criativos povos da Terra, costumam fazerem isso e, olha que... o Tesla não era 100% cidadão americano, mas, vivia nos EUA, então entre ele e o italiano Guglielmo Marconi... o título vai para...!!!!
    Mas, você sabia que... eu não vou dizer... quero atiçar a sua curiosidade lhe indicando a leitura desse post nesse link....

    http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/o_brasileiro_que_inventou_o_radio.html

    Já conhecia essa história???? E veja que ele era padre, agora,imagina aí, se não o fosse???? Parece que essa prática, nunca vai acabar por aqui!!!!

    Um abraço!!!!!

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    1. Muito interessante Valdir. Não conhecia este padre, que realmente, pelo que li, poderia ter sido considerado o verdadeiro inventor do rádio.
      Valeu, mesmo.
      Abraço.

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  3. Não tinha lido nada sobre isso. Mas parece natural que todos fizessem coisas do tipo. Quando li a revista Gênios da Ciência sobre DaVinci, fiquei pensando como ele fazia tantos estudos sobre a anatomia humana. Talvez fosse uma carnificina, mas vi num programa da Discovery (ou seria NatGeo?) que ele utilizada cadáveres para isso. Mas, comentando sobre seu post com um amigo meu ontem, ele me disse que viu sobre a questão do DaVinci que ele também usava, além de cadáveres, morimbundos, não só para ver a anatomia, mas para estudar as reações humanas. Acho que a ciência se misturou à filosofia. Isso é só um exemplo. Se pensarmos com mais frieza, as coisas talvez fossem bem piores do que imaginamos. Basta ver as bombas nucleares o que fizeram com a humanidade.

    Muitas das descobertas científicas, ou mesmo as demonstrações matemáticas, eram guardadas justamente por medo de outros assumirem a autoria. Um desses aproveitadores foi Cardano. Na história das ciências, deve ter havido muitos aproveitadores.

    Uma pena Thomas Edison ter agido assim, estas atitudes causam manchas em sua história...

    Como sempre, nobre amigo Jairo, um excelente post!

    Grande abraço!

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    1. Essa coisa de oportunismo infelizmente parece mesmo fazer parte da história da humanidade. Eu até arriscaria dizer que nascemos oportunistas. Quando ainda somos crianças, aproveitamos as oportunidades, mesmo que signifiquem prejuízo a outro. Bebês, se puderem, não exitam em roubar um pirulito da boca do outro, se estiverem com vontade. E é aí que entra a educação. Os pais, ou um adulto devem informar às crianças o que é certo ou não de se fazer.

      Agora tomemos o caso da humanidade. A sociedade, para que não houvesse bagunça, estabeleceu ao longo da história, e dependendo da época, o que seria aceitável como bom ou ruim para o bem estar de um grupo que quisesse viver em razoável harmonia.
      Os romanos admiravam um espetáculo em que cristãos eram "servidos" aos leões. Da Vinci provavelmente deve ter usado moribundos para estudar a função de cada nervo, músculo ou vaso sanguíneo, e aí, diferentemente do caso dos romanos, já estávamos no Renascimento, em torno de 1500. Era de se esperar que, ainda para o bem de uma coletividade, certas práticas e atitudes desumanas, e de oportunismo em que se prejudica outro ou outros, fossem diminuindo, se é que pensássemos em criar esta sociedade mais justa e igualitária, mas isso, para mim, faz tempo que já se tornou uma utopia. Como explicar, por exemplo, que se joguem duas bombas nucleares, matando crianças das cidades de Hiroshima e Nagazaki que nem tinham crescido o suficiente para entenderem o significado da palavra guerra? A justificativa jamais convenceria alguém com um pingo de bom senso.

      Temos visto cada vez mais atrocidades cometidas pelos humanos contra os animais, e contra humanos, além de ter crescido ainda mais a quantidade de pessoas que só conseguem obter algo de valor monetário, às custas do prejuízo financeiro de outros.

      Até tentei entender a atitude de Edison, julgando-o como um cidadão de seu tempo, que estivesse interessado em mostrar à sociedade da época que a sua ideia de transmissão por corrente contínua seria mais segura, mas acredito que ele, por impulso de um empresário que necessitava produzir cada vez mais coisas novas, para pagar seus impostos e funcionários, perdeu a noção do que seria legítimo fazer em nome da concorrência. O julgamento da pena de morte da elefanta Topsy não foi feito por ele. Os donos queriam enforcá-la. Mas tudo leva a crer que ele não estava pensando em proporcionar uma morte menos dolorida ao animal, mas sim em promover uma espetacularização do acontecimento, em troca de benefícios pessoais;

      Nem preciso te dizer que alguns órgãos da mídia ainda adotam esta postura. Vide o caso recente da tragédia de Santa Maria.

      Mais uma vez agradeço pela colaboração nos comentários. Vou ver se consigo retribuir e pagar seu salário também. Caso contrário, seria muito oportunismo.

      Abraço, amigo.

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  4. Relaxe meu amigo, comentamos conforme nos sobra tempo e sei que o tempo é curto.

    Talvez a atitude de Edison e sua turma em eletrocutar animais para demonstrar os perigos existentes em utilizar corrente alternada se justifique pelo fato de não haver instrumentos e/ou ferramentas tecnológicas adequadas em sua época para demonstrar o que acontece quando uma descarga elétrica provoca ao percorrer o corpo humano. Hoje temos uma série de laboratórios repletos de instrumentos de medições em grandes instituições. Sim, é cruel, mas teve um fim científico, alguns diriam.

    Se não me engano, foi Nietzsche quem definiu que o bem é o que exubera a vida e o mau é o que a degrada, simplesmente porque o bem e o mau é relativo, veja o exemplo do bebê que você deu que toma para si o pirulito de um coleguinha. É errado, mas que mau causa ao mundo uma atitude de uma criança tão inocente? Ouvir funk alto às duas da manhã pode ser bom para meus vizinhos, mas é prejudicial à mim e minha família que gostamos de boa música. Cada sociedade promove suas leis e costumes, acho que também depende de quem pode mais, sabe aquela história: chora menos quem pode mais? O agente de Edison devia ser bem influente.

    Não precisamos elucubrar tanto, basta ver como os psicopatas sociais, que são nossos políticos, que matam milhares de pessoas de fome por desviarem dinheiro na meia.

    Gostaria de comentar mais em seu blog e de outros blogs tão bons, mas, sabe como é, a vida tem pressa...

    Um grande abraço!

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    1. Sim, amigo, entendo o que você diz quando, por exemplo, sacrificam-se ratos em laboratórios para que se possa desenvolver uma vacina contra uma doença qualquer. Apesar de muitos defensores dos animais não concordarem, muitos deles podem ter se beneficiado com uma vacina descoberta através deste procedimento, e que provavelmente sem elas, os mesmos que protestam poderiam nem mesmo estar vivos para protestarem.

      Mas no caso em questão, fica difícil sabermos até que ponto poderíamos justificar a atitude de Edison. É claro que toda invenção que beneficia muitas pessoas, traz ao inventor, reconhecimento, fama, dinheiro, e acredito que também dá muito prazer pessoal, justamente por saber que a qualidade de vida de tantos será melhorada. É o caso da lâmpada. No entanto acho também que em determinado momento, Edison talvez não estivesse conseguindo mais distinguir qual destes elementos ele estaria priorizando - prazer, dinheiro, ou fama. E como estava vendo aumentar as possibilidades de perder a guerra das correntes, investiu em uma prática que hoje em dia poderia ser considerada terrorista, não propriamente na concepção do termo de, por exemplo explodir laboratórios inimigos, mas de aterrorizar as pessoas para o que poderia ser causado a elas pelo uso da corrente alternada.

      "Ouvir funk alto às duas da manhã pode ser bom para meus vizinhos, mas é prejudicial à mim e minha família que gostamos de boa música"

      Prejudicial foi bom. Mas para quem ouve essa coisa é boa música, Kleber. Deus que me livre de vizinhos assim. Espero de coração que isto realmente não esteja acontecendo com vocês.

      Abraço

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  5. O pior Jairo é que o caso do funk acontece conosco. Tenho vizinhos de gostos musicais duvidosos, se é que me entende. Bom para eles, ruim para nós.

    Justificar crueldade acho que é difícil mesmo, mas como você bem citou acima, acabamos entrando por um viés mais filosófico, porque para que hoje possamos ter uma "vida melhor", beneficiar-mos dos avanços tecnológicos e científicos, acredito que muita coisa ruim precisou acontecer. Coitada da Topsy, parece que estava no lugar errado na hora errada, morreu pela ganância do homem.

    Vi no Wikipédia que Edison registrou 2332 patentes de inventos. Quantos será nas mesmas condições da lâmpada? Difícil dizer não é?

    Acho que essas coisas fazem parte do desenvolvimento científico, infelizmente.

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    1. Muita destas patentes foram obtidas da maneira que o Valdir relatou no comentário acima.

      Quanto ao funk, lamento muito. Ninguém merece.

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  6. Um artigo que denota a maturidade do Prof. Jairo Grossi acerca da História da Ciência.

    Vejo com certa preocupação o aumento do número de colegas e outras pessoas - principalmente dentro da Ciência - que a tratam como uma espécie de religião: assemelhando-se aos extremistas religiosos, para os extremistas não-religiosos e pseudos admiradores da Ciência, não existem pontos negativos no mundo científico; negam ou omitem a existência de cientistas inescrupulosos ao longo da História, ou querem colocá-la de modo impositivo, excluindo-se todas as outras positividades que existem na vida. Reescrever alguns trechos da História da Ciência, para o bem ou para o mal, é sinal de maturidade, sapiência e, principalmente, racionalidade - qualidades estas cada vez mais raras no mundo atual. Parabéns pelo artigo, Jairo.

    Abraços,

    Cavalcanti

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    1. Amigo Cavalcanti:
      A história da Ciência deve estar repleta de casos como este, em que para se atingir um determinado objetivo e demonstrar alguma hipótese defendida por um grupo rival, usou-se de mecanismos questionáveis, do ponto de vista ético.
      Neste caso da Guerra das Correntes, a concorrência estimulou a ganância, e revelou, se julgarmos com valores dos dias de hoje, uma face lamentável sobre o caráter de um homem.

      A Ciência precisou, e precisa adotar muitas vezes, métodos discutíveis para se chegar a uma nova descoberta. É um caso, como citei no comentário ao amigo Kleber, sobre o sacrifício de animais em laboratórios.

      Concordo plenamente contigo é preciso ter cuidado com extremismos, tanto quando tratamos de religião quanto de Ciências, mesmo porque não haverá nunca uma unanimidade sobre os critérios de julgamento em ambos os casos, do que seria correto ou não. Em se falando de obter um progresso no combate de uma doença, ou no advento de um instrumento que melhorasse a qualidade de vida das pessoas, como notadamente foi a invenção da lâmpada, podem ser cometidos exageros.

      Por outro lado extremo, penso que não se pode dar "carta branca" aos pesquisadores, para que, em nome da Ciência, adotem o procedimento que considerem o mais adequado. Temo que, ocorrendo desta forma, algumas loucuras podem ser cometidas. Doutor Frankenstein, da ficção, poderia justificar seus atos em nome da Ciência, e até os médicos "loucos" da época do nazismo, que faziam experimentos absurdos com os prisioneiros judeus.

      Abraço

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  7. Para quem gosta de filme Trash:

    No youtube The Secret Of Nikola Tesla 1980 (Tajna Nikole Tesle) http://www.youtube.com/watch?v=CHjLSh3aqY Orson Welles fez ponta nesse filme. Assisti depois de ler a biografia de Tesla e achei rico em detalhes. Tesla(1897) patenteou o Rádio antes de Marconi mas o lobby de Edson fez com que a patente fosse revogada somente sendo Devolvida a Tesla em 1943 quando já havia morrido, ainda hoje, alguns livros não atualizaram esse erro e atribuem a Marconi a descoberta do Rádio. Esses "roubos" intelectuais ocorreram inúmeras vezes na ciência.

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    1. Caro amigo. Fico muito grato pela colaboração, enriquecendo ainda mais este post do INFRAVERMELHO com seu comentário tão apropriado. Gostaria que se identificasse para que pudéssemos conhecê-lo melhor, pois pelo que vejo, deve ser uma pessoa bem informada.
      Sobre o roubo de patentes, se tiver a oportunidade de ler nos comentários iniciais deste mesmo post, já conversamos, eu e o professor Valdir. Aliás, este velho companheiro, amigo e colaborador, professor Valdir, também nos brindou com um interessante link sobre um padre brasileiro que teria feito, mesmo antes do feito atribuído a Marconi, uma transmissão a longa distância no Brasil.
      Acho que eu precisaria pesquisar mais, mas mesmo assim arrisco colocar aqui minha opinião sobre este assunto. Penso que tanto o padre brasileiro como Marconi devem mesmo ter usado vários conceitos, dispositivos, ou aparelhos idealizados inicialmente por Nikola Tesla, que para mim foi um dos maiores gênios da humanidade.

      Abraços, e volte sempre, amigo.

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    2. Apenas uma correção:
      O filme que você sugeriu, eu assisti no link:
      http://www.youtube.com/watch?v=CHjLSh3aqYw

      No link que você passou, o filme não "abriu".

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  8. Pois é, os seres humanos precisam de heróis! E a Ciência também!

    Cientistas que fizeram descobertas revolucionárias é a combinação perfeita para a criação de mitos!

    Muito interessante o post Jairo! É importante desmitificar o mundo! Certa vez vi um documentário sobre o Oswaldo Cruz (não me lembro a referência) que também vai nessa linha...

    Abraço

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    1. Olá, Pâmela. Que bom que você reapareceu. Já devo ter dito várias vezes aqui que tenho muito orgulho do nível de meus leitores e comentaristas, na maior parte professores, pesquisadores, ou pessoas de conhecimento, que ajudam a engrandecer ainda mais a qualidade do blog. Como deve saber, não sou físico, como no seu caso, mas simplesmente um professor de física do ensino médio. Vou tentando sempre aprender um pouco mais sobre tudo, e seu blog me ajuda muito neste sentido. Por falar nisso, estou sentindo falta de novas atualizações por lá. Aguardo sempre novidades.

      Quanto aos heróis... o que eu tenho a dizer... uma professora de História na escola em que dou aulas costuma sempre nos lembrar:

      "A História é contada pelos vencedores, que em muitos casos adotaram massacres, ou genocídios para vencerem"

      É fácil entender esta frase, se pensarmos nos povos, habitantes das Américas, antes da chegada do homem branco. Só um exemplo entre tantos.

      No caso de Thomas Edison, ele perdeu a Guerra das Correntes, mas ganhou prestígio e fama pela invenção do gramofone, da lâmpada, etc... apesar de que, diante de tantos relatos, já começo a desconfiar se estas ideias foram dele mesmo, ou se foram roubadas de outros inventores menores e patenteadas em nome dele.

      Você levantou a questão sobre Oswaldo Cruz, e agora fiquei curioso, apesar de que já não me surpreenderia tanto ao descobrir um lado negro em cada cidadão tido como herói da humanidade.

      Agora, vamos ponderar: Edison não precisava ter apelado, e aproveitado para financiar e filmar a eletrocussão da pobre Topsy, para aterrorizar as pessoas e tentar vencer a Guerra das Correntes.

      Em determinado momento, o desespero diante da derrota iminente, acaba revelando um lado triste dos homens.

      Vejo semelhanças, por exemplo, entre as atitudes extremistas do 11 de Setembro, dos pilotos Kamikazes, e das bombas nucleares de Hiroshima e Nagazaki. Mas estas são outras histórias, não é mesmo?

      Abraço

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  9. Essa disputa de Edison x Tesla é clássica mas Edison tem os EUA a seu favor, como os irmãos Wright contra Santos Dumont.
    Um cara que comprou a briga de Tesla foi o Mathew que escreve as tirinhas www.theoatmeal.com que conseguiu até verba para construir um museu para Tesla.

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    1. Olá, Murdock. Os americanos tendem mesmo a atribuir a eles próprios muitos inventos de pessoas com outras nacionalidades. Muito bem lembrado o caso do avião.
      Não conhecia o Mathew. Fui até a página do facebook do oatmeal e encontrei lá um video de um rap divertido sobre a famosa disputa de Tesla X Edison.

      http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=gJ1Mz7kGVf0

      Obrigado pela informação sobre o museu para Tesla.

      Abraço.

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  10. Nicola Tesla era um visionário, queria distribuir a energia elétrica pelo ar de forma democrática, morreu pobre. Um bom documentário que já utilizei na minhas aulas: https://www.youtube.com/watch?v=_xdM8q4E0Is

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    1. Professor Adão:
      Nicola Tesla era um visionário e um gênio. Seus sonhos de fornecer energia elétrica a baixos custos e a todas as pessoas do mundo, no meu entender, fizeram dele uma pessoa muito especial. Tem até gente que acha que Tesla era um extra terrestre, mas a verdade é que a minha admiração por este cidadão vem justamente do fato de que ele não tinha objetivos de melhorar a qualidade da transmissão de energia elétrica simplesmente com a intenção de faturar mais com aquilo e enriquecer-se, ao contrário de Edison.

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  11. olá professor, por coincidência vi um documentário hoje falando sobre a Guerra das Correntes na TV Escola
    este que se chama : A História da Eletricidade: A era das invenções
    recomendo
    ótima explicação de sua parte, mais uma vez...

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    1. Obrigado pela recomendação do documentário. Vou ver se acho no Youtube.

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  12. Não gosto do ar desse Thomas Edison. Sinto uma frieza que o rosto dele transmite, e vim ter aqui ao seu blog e a este post. É bom ter electricidade mas neste mundo vil muito do que beneficia a humannidade acontece às custas dos que não se podem defender, dos nosso irmãos animais. Obrigada por esclarecer.

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