No final de 2017 decidi comprar uma máquina elétrica (foto) que prepara deliciosos cafezinhos expressos de maneira muito prática. Tudo está funcionando bem até agora, após dois meses de uso, mas o modo que estávamos descartando no lixo as cápsulas de plástico cheias de pó de café usado estava me incomodando.
O mecanismo de funcionamento da máquina é simples. Uma certa quantidade de água é colocada em um reservatório, aquecida através de uma resistência elétrica, e injetada dentro de uma pequena cápsula descartável, previamente inserida e travada dentro de uma abertura no topo da máquina (foto). A cápsula de plástico, contendo o pó de café, vem inicialmente lacrada por um selo de alumínio. No momento de seu travamento, o próprio bico injetor perfura o selo, e depois a água quente entra na cápsula à alta pressão. No interior desta cápsula, há duas peneirinhas de plástico que funcionam como filtros, agindo de forma análoga aos coadores de pano ou de papel (fotos).
Reciclagem
No condomínio de prédios onde moro há opção para se fazer a separação entre o lixo reciclável (papéis, plásticos, vidros, e metais) e o lixo orgânico. Eu, minha esposa e minha filha procuramos sempre aplicar esta seleção. Acontece que estávamos descartando as cápsulas da máquina de café, após serem usadas, no cesto de lixo orgânico, o que de certa forma me incomodava.
Sempre costumo ressaltar nas minhas aulas a importância de começarmos a pensar seriamente sobre o nosso lixo produzido, e das graves e negativas consequências ecológicas que o descarte incorreto pode trazer, mais cedo ou mais tarde. O lixão da cidade onde moro, Piracicaba, por exemplo, já esgotou a sua capacidade há muito tempo, e dessa forma, todo o lixo tem que ser transportado atualmente até um aterro particular na cidade de Paulínia, a aproximadamente 60 km de nossa cidade.
Fiquei sabendo também, através de uma reportagem na TV, que o lixão do Distrito Federal (foto), considerado o maior da América Latina, contendo todo tipo de lixo, formando uma camada de até 6 metros de profundidade abaixo da superfície soterrada, também está sendo fechado. A reportagem trazia um depoimento de uma ambientalista falando sobre o alto gasto de tempo e dinheiro que seria necessário para tentar agora descontaminar a área.
Sempre costumo ressaltar nas minhas aulas a importância de começarmos a pensar seriamente sobre o nosso lixo produzido, e das graves e negativas consequências ecológicas que o descarte incorreto pode trazer, mais cedo ou mais tarde. O lixão da cidade onde moro, Piracicaba, por exemplo, já esgotou a sua capacidade há muito tempo, e dessa forma, todo o lixo tem que ser transportado atualmente até um aterro particular na cidade de Paulínia, a aproximadamente 60 km de nossa cidade.
Fiquei sabendo também, através de uma reportagem na TV, que o lixão do Distrito Federal (foto), considerado o maior da América Latina, contendo todo tipo de lixo, formando uma camada de até 6 metros de profundidade abaixo da superfície soterrada, também está sendo fechado. A reportagem trazia um depoimento de uma ambientalista falando sobre o alto gasto de tempo e dinheiro que seria necessário para tentar agora descontaminar a área.
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| Maior lixão a céu aberto da América Latina, o Lixão do Distrito Federal. |
Ecochato
Algumas pessoas, de uma forma geral, parecem não se importar muito quando converso sobre a necessidade de separarmos o lixo reciclável. Muitas justificam o fato de não reciclarem, dizendo que nos locais onde moram não há coleta seletiva, e portanto não haveria sentido em separar os diversos tipos de lixo, já que de qualquer forma eles seriam misturados no caminhão. Eu entendo, e penso que deveríamos começar a cobrar políticas públicas que melhorem este quadro, mas também não quero parecer como alguns chamam, um ecochato, apontando a todo momento atitudes e comportamentos que cada um poderia adotar para ajudar a minimizar os danos causados ao meio ambiente.
No caso das cápsulas usadas, percebi que é fácil rasgar e retirar o selo de alumínio, e desta forma o pó de café já utilizado também sai facilmente, lavando com água. Fazendo assim, as partes de plástico, o invólucro da cápsula e as peneirinhas (foto) podem ser separadas e descartadas nos recicláveis.
No caso das cápsulas usadas, percebi que é fácil rasgar e retirar o selo de alumínio, e desta forma o pó de café já utilizado também sai facilmente, lavando com água. Fazendo assim, as partes de plástico, o invólucro da cápsula e as peneirinhas (foto) podem ser separadas e descartadas nos recicláveis.
Muitos podem achar que estou exagerando, e que esta prática teria uma contribuição mínima na causa, mas mesmo assim eu continuarei achando que qualquer atitude na direção de tentarmos melhorar o nosso planeta é válida, por menor que ela possa parecer. Ouço dizer que a questão do lixo é acima de tudo de educação do povo. Então não vejo sentido em ensinar uma coisa para os alunos, sem que eu mesmo não as pratique no dia-a-dia.






































