Curiosity explorando Marte

Após 30 anos de bons serviços prestados, os Ônibus Espaciais  se aposentaram. A foto mostrada foi tirada a partir da Estação Espacial Internacional. Nela podemos notar o rastro deixado pela nave que realizou a viagem de despedida, a Atlantis, durante a reentrada na atmosfera.
Reentrada da Atlantis. Veja o rastro de fumaça proveniente do esquentamento pelo atrito com o ar.
Novas metas
A partir de agora as atenções (e dinheiro) da NASA serão direcionadas para outras missões, como aquelas que visam estudar mais a fundo o planeta MarteEstá previsto para o final do ano o lançamento do foguete que deve transportar o robô Curiosity, da missão denominada Mars Science Laboratory. Uma das principais intensões será descobrir se há ou houve um dia condições de surgimento de algum tipo de vida no planeta vermelho.

Rovers
Na história da exploração de Marte já foram enviados outros três "carrinhos", os chamados Rovers, que serviram, e alguns ainda continuam servindo, para estudar as condições da superfície marciana. Em 1997, o Sojourner, do tamanho de um forno de microondas, e em 2004, os gêmeos, Spirit (desativado) e Opportunity (ainda na ativa), estes já um pouco maiores.
Comparação de tamanhos: Spirit (esquerda), Sojourney (centro), e Curiosity (direita)
Compare os tamanhos na foto. No centro, o pequeno Sojourner. À esquerda, um dos dois gêmeos (Spirit ou Opportunity), e à direita, o Curiosity, do tamanho de um carro pequeno, que deverá ser enviado este ano.
Como se pode notar pela foto, ao contrário dos seus antecessores, o Curiosity não possui painel solar. A energia elétrica necessária para o funcionamento dos vários instrumentos do robô será garantida por um gerador termoelétrico de radioisótopos. Em outras palavras, a fonte de energia elétrica, desta vez, será nuclear.
Após uma viagem interplanetária de 10 meses, o robô descerá na superfície de Marte, onde deverá permanecer em atividade pelo menos durante 2 anos. Uma outra mudança que achei muito interessante foi em relação à maneira como o Curiosity deverá pousar na superfície de Marte, bem diferente do sistema de "air-bags" usados no caso do Spirit e do Opportunity. Para entender melhor, só assistindo o vídeo a seguir, mostrando belíssimas animações da missão:

Local de Pouso
A NASA definiu hoje o local de pouso do robô, marcado em destaque na imagem, na borda da Cratera Gale.
Elipse mostrando o local do pouso, na periferia da Cratera Gale.
O reconhecimento do relevo de Marte, a partir de outras missões, permitiu que fosse feito o vídeo a seguir, mostrando o local de pouso. As linhas verdes indicam os caminhos que podem ser seguidos pelo robô.



Gastos
Para aqueles que não concordam com os gastos de dinheiro nestas missões, já comentei o que acho aqui.
Além disso, recomendo que assistam a palestra a seguir, onde Brian Cox explica por que a ciência impulsionada pela curiosidade se paga, dando força à inovação e uma profunda apreciação da nossa existência.
Fontes:
http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=nasas-next-mars-rover-to
http://astropt.org/blog/2011/07/08/curiosity-com-o-destino-tracado/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mars_rover
Compartilhe:

7 comentários:

  1. Olá Jairo,
    O que você disse no final no do comentário acima é fato: a busca pelo conheciemnto sempre existiu, e faz parte do ser humano. Mas o ser humano também tem o poder de destruir para manter a posição de dominadores. Mas também tem o lado que a evolução tecnológica se deu (e se dará) motivada pelas guerras. Leonardo da Vinci que o diga.
    Também acredito que é preciptado encerrar as atividades, mas acredito que em breve retomarão os projetos, quem sabe... ficarem atrás dos russos? Dá-lhe Sputinik, que motivou os estados unidos a investirem em matemática e física!
    Vi o vídeo sobre o pouso do curiosity, bem, teoricamente é tudo muito bonito. Sistema engenhoso. Resta saber se funcionará corretamente. Com uma gravidade de aproximadamente 3,7m/s^2, teriam algum problema com o pára-quedas? Não sei.
    Realmente inspiradora a palestra de Brian Cox.
    Agradeço por este artigo. Magnífico!
    Um forte abraço, meu amigo!

    ResponderExcluir
  2. Olá, Kleber.

    É verdade que em toda a história da humanidade as guerras sempre motivaram o desenvolvimento de novas tecnologias. Veja o exemplo da Internet. Sabe-se que ela surgiu para que os militares pudessem trocar informações sigilosas, em caso de um ataque ao sistema de comunicações dos EUA, na época da Guerra Fria. E veja que coisa: Neste momento, estamos usando-a para trocar informações sobre Ciências.

    Sobre o pouso da Curiosity, não vejo tanto problema nos pára-quedas, pois este modo de diminuição da velocidade já foi testado com sucesso em outras missões anteriores. O que considero o problema maior, é fazer com que não haja falha alguma nos 4 propulsores daquele "foguetinho" que servirá para suspender o Curiosity através daqueles cabos, até que ele toque a superfície do planeta. Isto é inovador, e este também deve ser o motivo de maior apreensão dos engenheiros do JPL. Vamos torcer para que dê certo.

    Sobre a palestra de Brian Cox, ela é de 2011, e dá bem a noção do que acontece atualmente. Ou seja, em tempos de crise econômica, a primeira área em que pensam em cortes do orçamento é a da exploração espacial. Gastos com armamentos, por exemplo, nem pensar...

    Eu é que devo agradecê-lo pela visita e comentário. Esteja certo de que eles são muito importantes para estimular o nosso trabalho de divulgação das coisas que gostamos e achamos interessantes.

    Abraço

    ResponderExcluir
  3. Olá, Jairo!
    òtimo post, meus parabéns!
    Dizem que, a curiosidade matou o rato, mas, eu quero saber das coisas curiosas de Marte que certamente serão mostradas por esse robot o Curiosity, caso consiga amartissar (????????????) bem, certamente levantará os dados preciosos para os nossos conhecimentos sobre o planeta vermelho.

    Aproveitando a oportunidade do comentário, quero lhe dar um endereço do link de uma postagem, a qual eu achei-a... formidável e quem sabe... talvez vc nem precise desse conteúdo, mas enfim, aqui vai:

    http://professoradanielamendes.blogspot.com/search/label/Bizuzinhos%20e%20Macetes%20p%2F%20vestibular
    Um abraço!!!!!

    ResponderExcluir
  4. Olá Valdir. Sempre incentivando nosso trabalho. Fico contente que tenha gostado do post, e agradeço pelo comentário.

    Quanto à expressão "A curiosidade matou o gato", (é gato, Valdir, não rato, apesar de que a curiosidade pode matar qualquer um) faz tempo que eu ouço, e nunca me preocupei em descobrir de onde ela se originou. Então, como você citou no comentário, resolvi pesquisar e encontrei :

    http://pt.wikipedia.org/wiki/A_curiosidade_matou_o_gato

    Agradeço pelo link com os macetes para guardar as fórmulas de física. Aliás o blog da professora Daniela é muito bom.

    Abraço

    ResponderExcluir
  5. Oi, Jairo!
    Sempre quando leio algo sobre as viagens e expedições intergalácticas, penso no lixo que estão deixando por lá. Assisti um documentário que mostrou uma monstruosidade de tranqueiras que até pensei que, talvez no futuro, quando a terra estiver entupida de lixo, irão mandar o lixo para o espaço, literalmente!
    Beijus,

    ResponderExcluir
  6. Agora que vi que estudou em Guaxupé. Metade da minha família quando chegou no Brasil, se estabeleceu por lá. Na verdade, se espalhou por Minas.

    ResponderExcluir
  7. Olá Luma.
    O lixo que mais me preocupa é aquele formado por satélites (ou restos deles) em órbitas próximas da Terra, pois eles podem retornar um dia ao nosso planeta, e porisso se tornaram de fato perigosos. Já escrevi sobre este assunto aqui no INFRAVERMELHO. Se quiser ler é só digitar na busca, as palavras LIXO ESPACIAL. Quanto aos que vão para longe, como os carrinhos mandados pra Marte, acho que não vão incomodar, e são mandados por uma boa causa.

    Guaxupé, na época em que estudei lá era uma cidade muito tranquila. As casas eram sem grades, ao contrário das residências daqui de Piracicaba, e eu achava incrível como isto me dava uma sensação de segurança, pois acredito que não havia tanta criminalidade. Talvez isto possa ser apenas uma impressão que eu tinha, mas de qualquer forma sinto saudades deste clima pacato, que não via desde minha infância em Piracicaba, quando não havia tantas grades nas janelas, e as pessoas confiavam mais umas nas outras. Quando fui estudar lá, há uns 15 anos, eu realmente voltei no tempo.

    Abraço

    ResponderExcluir

Os comentários são moderados pelo autor do blog.
Se quiser receber comentários futuros deste post pelo seu e-mail, clique na opção "Notifique-me"